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Depois de quase um ano de governo do republicano Donald Trump, é hora de avaliar os principais indicadores econômicos desta potência chamada Estados Unidos da América. O país mais rico e poderoso do mundo e onde as atenções de toda a comunidade financeira e empresarial estão sempre de olho.
 
O Fed (Banco Central Americano) possui uma posição única, como o coração dos mercados financeiros mundiais. Isto em virtude do vigoroso mercado de fixed income (renda fixa), onde o governo americano realiza a emissão de títulos de dívida do tesouro. Estes títulos e seu mercado, denominados em inglês como “U.S. government bond market” ditam as regras e a precificação de ativos em todo o mundo. Não é à toa que vários economistas dizem que “um resfriado nos Estados Unidos, gera uma forte gripe em todo o mundo”.
 
Desta forma, e após quase um ano de um novo presidente, considerado um outsider e com pouca experiência política, é importante tirarmos uma foto instantânea (snapshot) da situação econômica dos Estados Unidos.
Importante ressaltar que não estou fazendo qualquer avaliação do político Donald Trump, nem de suas ações e políticas em áreas como relações internacionais, imigração, saúde, etc. Minha análise aqui é meramente dos indicadores econômicos. E na economia norte-americana eles são vários.
 
Aliás, esta é uma diferença muito grande entre o que vivenciei no Brasil, comparado com o que vivo nos EUA. Aqui temos estatísticas e indicadores para praticamente tudo. Esta nação é apaixonada por modelos e métricas de medição e avaliação. Acho coerente, pois é uma forma de avaliar se as coisas estão realmente melhorando ou não. Infelizmente não temos isto no Brasil. Na verdade, temos sim vários casos de estatísticas fajutas de políticos, apresentando números duvidosos, em várias ocasiões.
 
Para fazer esta análise de forma simples e direta, escolhi os seguintes indicadores:
•“GDP Growth Rate”, ou taxa de crescimento do PIB, publicado trimestralmente;
•“Unemployment Rate”, ou taxa de desemprego, publicado mensalmente;
•“Inflation Rate”, ou taxa de inflação, publicado mensalmente;
•“Interest Rate”, ou taxa de juros, publicado diariamente;
 
Começando sobre o crescimento do PIB, a economia americana apresentou um crescimento de 3,3%, em dados apresentados em setembro de 2017, número maior que a apuração anterior, denotando crescimento da economia. Quem mora aqui consegue perceber isto de perto. Mais negócios sendo feitos, consumo em alta e geração de novos empregos.
 
Em relação à taxa de desemprego, ela manteve-se constante em 4,1%, mínima dos últimos 17 anos. Uma notícia bem animadora foi a geração de novos empregos. A criação de vagas, excluído o setor agrícola, foi de 228 mil postos de trabalho no mês de novembro de 2017, acima das previsões de vários economistas. Outro fator que aumentou também foi a produtividade do trabalhador americano.
 
Devido ao bom desempenho e a toda euforia que isto gera, a taxa de inflação subiu para cerca de 2,2% em novembro, uma vez que no mês anterior ela fora apurada em 2%, uma taxa meio que consenso para países desenvolvidos e com economia estabilizada. Mesmo assim, o FED aumentou as taxas de juros de 1,25% para 1,5%, durante a última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), ocorrida no dia 13 de dezembro de 2017. O banco central americano prevê três aumentos de taxas durante o ano de 2018.
 
Outro ponto importante de mencionar é a reforma tributária, proposta pelo presidente Donald Trump, aprovada no último dia 02 de dezembro. A proposta representa o maior corte de impostos dos últimos 30 anos. Isto certamente irá estimular ainda mais a economia americana e são boas as perspectivas, pelo menos, no curto prazo. O Governo Trump tem como meta um crescimento anual de pelo menos 3% ao ano do PIB americano. Por outro lado, existem riscos a serem considerados. O déficit público americano deve aumentar ainda mais, cerca de US$ 1,5 trilhão em uma década.
 
Os Estados Unidos indo bem ajudam o mundo todo ir bem também. São boas as perspectivas para o próximo ano, gerando otimismo e entusiasmo, ingredientes essenciais para estimular o empreendedorismo e o desenvolvimento de novos negócios em todo o planeta.
 
Por incrível que pareça, as realizações do Donald Trump neste seu primeiro ano de mandato são tão espetaculares que até parte dos congressistas do rival Partido Democrata deseja que ele continue no governo. A proposta de seu impeachment foi rejeitada na Câmara por 364 votos contra 58.
 
Conversando com um amigo americano, ele resumiu o sentimento: “Donald Trump não é o meu presidente dos sonhos, nem quem eu gostaria de ver na Casa Branca, mas as coisas estão indo bem na economia. Isto é realmente o que importa”.
 
Esse meu amigo americano é bem pragmático, você não acha? (risos!)
 
Pense nisto!
 
Como sempre digo: Vamos em Frente!
 
ABEL FIOROT LOUREIRO* é consultor financeiro, Mestre em Economia e Finanças, escreve direto dos EUA, onde mora.