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Há alguns dias, fui a uma livraria e fiquei surpreso com o que vi, é impressionante a quantidade de livros lançados sobre finanças pessoais, criando até uma nova classificação: a auto-ajuda financeira. A moda agora é escrever sobre finanças pessoais e cada vez mais pessoas estão lendo e o mais importante, comprando livros sobre o assunto.

A curiosidade em saber o que fazer para conseguir progresso econômico e financeiro gera uma busca desenfreada por métodos, ou melhor, receitas para se ficar rico e em pouco tempo.

Na verdade o que as pessoas buscam não conseguirão achar nunca, pois não existe receita de bolo para se ficar rico e se existisse, você acha que alguém passaria para o outro? O que existe são dicas de investimentos, instruções sobre planejamento e uso de recursos financeiros para que as pessoas possam melhor gerenciá-los.

Robert Kiyosaki em seu livro Pai Rico, Pai Pobre diz que qualquer pessoa que queria ser bem sucedida no campo financeiro deve conhecer contabilidade (os números), finanças (o princípio dos investimentos que fará o dinheiro transformar-se em mais dinheiro),  marketing (o mercado, seus clientes etc) e direito (as leis).

Saber a diferença entre ativo e passivo é fundamental, não no sentido estritamente contábil, mas sim os conceitos mais pragmáticos. Por exemplo, podemos considerar ativo aquilo que gera receitas e passivo aquilo que gera despesas. Como o desempenho ou ganho financeiro de um período é medido pela subtração das receitas menos despesas é importante manter o nível de gasto no mínimo dentro do patamar das receitas.

Isto parece óbvio, mas na prática não é bem assim. Se fosse assim, não teríamos milhares de pessoas no SPC e usando cheques especiais (pagando taxas de juros astronômicas inclusive). Estas pessoas são, em grande maioria, as grandes consumidoras da literatura de auto-ajuda financeira. Por incrível que pareça, elas querem progresso financeiro rápido, quando a hora é de reorganizar suas finanças e depois pensar em investimentos.

 É importante, para o crescimento financeiro, que a pessoa tenha paciência e acima de tudo disciplina. Costumo dizer que resultados rápidos são inconsistentes e nas finanças isto é também válido. Isto se comprova, quando vemos pessoas que ganharam na loteria uma grande bolada e após alguns anos estão praticamente na situação financeira anterior, em alguns casos, ficam até pior.

Primeiramente, você deve fazer uma análise criteriosa de suas despesas, separando as fixas e as variáveis. Posteriormente, é importante poupar. E a ordem não é poupar muito, mas poupar sempre. As sobras serão os seus resultados, a partir delas você poderá formar uma carteira para realizar investimentos.

Na hora de investir, cuidado para não comprar passivo ao invés de ativo. As tentações são muitas. Você pode juntar um bom dinheiro e comprar um belo automóvel zero km, que lhe trará muitas despesas. Mas também poderá comprar um imóvel, aluga-lo e aumentar as origens de suas receitas, fazendo com que no futuro você possa comprar o belo automóvel e outros prazeres somente com os incrementos em sua renda ou com seus ganhos nos investimentos.

Resumindo, desconfie de investimentos que trazem altas rentabilidades em pouco tempo, considere os efeitos inflacionários que corroem os ganhos de seus investimentos e, se for o caso, consulte um profissional da área financeira para lhe aconselhar.

Portanto, a velha máxima ainda continua: não gaste mais do aquilo que você ganha, poupe, invista e conquiste a tão sonhada liberdade financeira.