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Estamos vivendo uma revolução. Muitas pessoas talvez ainda não se deram conta, mas ela acontece diariamente, principalmente nos meios digitais. A vida está bastante agitada e conectada. Cada vez mais utilizamos o nosso smartphone e outras ferramentas para interagir com as pessoas, seja a trabalho, lazer, assuntos pessoais, entre outros fins.
 
O mundo não tem mais fronteira e a disseminação de informações está cada vez maior. A troca de informações é gigantesca e as redes sociais possuem um maior impacto e influencia na vida das pessoas. Amigos, mesmo distantes fisicamente, se tornam próximos. Mesmo morando aqui nos EUA, há milhares de quilômetros de distância do Brasil, mantenho um contato diário com os meus amigos e parceiros de negócios do Brasil. Nem parece que estamos tão distantes fisicamente, dada a facilidade de comunicação e interação.
 
Isto tudo nos leva a uma constatação: o mundo está mudando muito mais rápido do que antes. As mudanças são ágeis e a quebra de paradigma está sendo uma constante.
 
Quando trazemos estas mudanças para o âmbito empresarial é interessante compreender o conceito de “disrupção”, que é a palavra que resume todas estas transformações que estamos vivendo. Este conceito foi apresentando originalmente em um artigo intitulado “Disruptive Technologies: Catching the Wave”, do professor da Universidade de Harvard, Clayton Christensen.
 
As mudanças nas interações e formas de se relacionar tem aberto espaço para empresas inovadoras. A América é o berço da maioria dessas empresas que estão introduzindo inovações disruptivas, que estão afetando e incomodando até grandes corporações centenárias e bem estabelecidas.
 
Um dos exemplos é a Uber, tão discutida e ainda mal compreendida no Brasil. Fico abismado quando leio que estão restringindo a sua utilização em determinadas cidades. Trata-se de um equívoco. Essas inovações são salutares para o desenvolvimento da sociedade e da economia como um todo. Lutar contra elas é retroceder.
 
Se voltarmos um pouco no passado, quando o automóvel foi inventado, o governo da Inglaterra criou uma regra que os carros não podiam ultrapassar a velocidade das pessoas caminhando. Logicamente que esta regra não vingou, mas acabou fazendo com que muitos empreendedores deixassem a Inglaterra com destino aos Estados Unidos. Ou seja, muitas oportunidades foram perdidas.
 
Na área financeira, o destaque hoje são as fintech (que vem do inglês finance and technology), empresas do setor financeiro que utilizam novas tecnologias para a entrega dos serviços financeiros. Elas tem tornado o acesso a serviços financeiros e bancários mais amplo e acessível à população em geral.
 
Outro ponto que está sendo muito discutido hoje em dia é o papel futuro do Bitcoin e das criptomoedas. Muitos as consideram vulnerável, outros uma bolha ou até mesmo uma pirâmide. Mas fico pensando se todo este movimento em torno das criptomoedas não é somente uma grande disrupção do sistema monetário e de trocas entre os agentes econômicos. Muitas vezes, as instituições “tradicionais” preferem não reconhecer as inovações e nem mesmo o processo de disrupção.
 
Em um evento realizado em outubro de 2017, Christine Lagarde, diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional) advertiu os banqueiros centrais que “não pode ser sábio descartar as moedas virtuais”, ela pediu aos banqueiros que não ignorassem a inovação decorrente da criptografia, “defendendo que eles permaneçam abertos a novas ideias e novas demandas, à medida que as economias evoluem”.
 
Não tenho bola de cristal, muito menos dons de clarividência, mas é bom ficarmos sempre de olho e abertos a estas tecnologias inovadoras que poderão se tornar o próprio padrão no futuro.
 
Pense nisto!
 
Como sempre digo: Vamos em Frente!
 
ABEL FIOROT LOUREIRO* é Consultor Financeiro, Mestre em Economia e Finanças, escreve direto dos EUA, onde mora.